Lisboa
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Portugal
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Portugal
Breve história

Lisboa é a capital e a maior cidade do país, e ainda capital do Distrito e da Área Metropolitana do mesmo nome, sendo considerada uma cidade global Alfa. Desde 8 de novembro de 2012, a cidade está dividida em 24 freguesias , algumas ainda em fase de implementação, em vez das 53 que até então existiam. A Área Metropolitana de Lisboa é formada por 18 municípios. Situada na margem norte do rio Tejo, a cidade liga-se à margem sul por duas pontes: a ponte 25 de Abril (1966), uma ponte suspensa rodoviária e ferroviária que faz a ligação entre Lisboa a Almada; a ponte Vasco da Gama (1998), com 17,3 km de comprimento, que liga Lisboa e Sacavém ao Montijo e a Alcochete. É a ponte mais longa da Europa e a 9.ª mais longa do mundo. Lisboa possui três universidades públicas, diversos institutos e escolas superiores, e várias universidades privadas. No domínio científico, existem diversas organizações, públicas e privadas dedicadas à investigação e desenvolvimento (I&D), que, nas suas respetivas áreas, são consideradas de referência. A cidade tem uma vida cultural intensa com uma oferta permanente e diversificada e, dada a sua localização privilegiada à beira do rio Tejo, tem sido palco de importantes eventos internacionais, culturais e desportivos, como a Capital Europeia da Cultura 1994, Expo 98, Tenis World Masters 2001, Gymnastrada 2003, Euro 2004, 50 anos das Tall Ships’ Races 2012, e muitos outros. É uma cidade eminentemente cosmopolita que acolhe como residentes pessoas oriundas de diferentes partes do mundo, como os países eslavos, Nepal, Paquistão, Índia e, em particular e em grande número, pessoas vindas dos países africanos de língua oficial portuguesa e do Brasil. Lisboa mantém relações privilegiadas com diversas cidades com as quais tem acordos de geminação, com destaque para os países de língua oficial portuguesa , e acordos de cooperação e amizade. Com uma história muito antiga e rica que faz perder a sua origem na bruma dos séculos, Lisboa cresceu a partir da colina do Castelo. Foi habitada por Fenícios, Gregos, Romanos e Mouros e, em 1147, conquistada por D. Afonso Henriques. Em 1255, Lisboa tornava-se capital do reino. Transformou-se em cais de partida das naus e caravelas que descobriram novos mundos e centro mercantil onde chegavam e se negociavam as especiarias do Oriente, numa gesta celebrada pela Torre de Belém, joia arquitetónica do século XVI, quando Portugal foi de facto uma potência global, e pelo Mosteiro dos Jerónimos, da mesma época, ambos classificados pela UNESCO, em 1983, como Património Cultural da Humanidade, ambos incluídos na Lista das 7 Maravilhas de Portugal, em 2007. Lisboa foi o palco onde povos, culturas e saberes distantes e diferentes se apresentaram à Europa. Esta universalidade feita de pluralidade ainda hoje caracteriza o viver cosmopolita da Lisboa dos vales e colinas abertas sobre o Tejo.
A unidade na diversidade verifica-se igualmente na coexistência de novas e velhas zonas, como o Parque das Nações, que reabilitou a degradada zona oriental da cidade para albergar a Exposição Mundial dos Oceanos, em 1998, e a Baixa pombalina, renascida dos escombros do terramoto de 1755 e candidata a Património da Humanidade. Mas nem só de monumentos é feita a alma de uma cidade e, em 2011, Lisboa viu a sua canção popular, o Fado, igualmente distinguido pela UNESCO como parte do Património Imaterial da Humanidade. Em Lisboa situam-se as principais estruturas do poder político e económico do país e ainda sedes de organismos internacionais de relevo, como a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Agência Europeia de Segurança Marítima e o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência.

Descrição
Área
84,8 km2
População
547 631 habitantes (Censos 2011)
Clima
Mediterrânico, influenciado pela corrente do Golfo. Em anos típicos, os verões são quentes e secos e os invernos, frescos e chuvosos
Recursos Económicos
Principal centro financeiro do país,com um dos portos mais ativos da Europa.Na Área Metrop., 2º centro financeiro e económico da Península Ibérica,concentram-se grandes complexos industriais:refinarias de petróleo,têxteis,estaleiros,siderurgia e pescas
Elementos Institucionais
Adesão à UCCLA
1985 sendo membro fundador
Aniversário
13 de junho
Presidente da Câmara Municipal
Carlos Manuel Félix Moedas
Morada

Câmara Municipal de Lisboa
Praça do Município
1100-365 Lisboa, Portugal

Artistas de Macau expõem na galeria da UCCLA

Encontra-se patente ao público, na galeria da UCCLA, em Lisboa, até 20 de dezembro, uma vibrante exposição coletiva de 25 artistas macaenses, intitulada “Aqui e Agora”, numa linha de contemporaneidade marcada, quase paradoxalmente, pelos longos e longínquos passos da História, de filosofias e de ritos orientais que se entrecruzam com as tradições do Ocidente.

A mostra percorre diversas formas de expressão artística, como a escultura, a pintura e a fotografia, mas sem perder um fio condutor que não só nos transporta, em polícromas moções, para novéis destinos, mas que também nos oferece dons e verdades de Macau, de par com dons e verdades portuguesas, nesses tempos de ontem, como nos de hoje.  

A curadoria pertence a James Chu e a José Drummond.  

Organizada pela UCCLA e pela Art For All Society (AFA), no âmbito do 25.º aniversário do retorno da Região Administrativa Especial de Macau à China, a exposição conta com o patrocínio do Governo da Região Administrativa Especial de Macau e Fundo de Desenvolvimento da Cultura, e foi apoiada pelo Instituto Cultural de Macau, com parceria institucional da Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP, da Câmara Municipal de Lisboa e do Observatório da China.


Fotografias da exposição “Aqui e Agora”  

Vídeo das intervenções na inauguração de “Aqui e Agora” - Exposição coletiva de artistas contemporâneos de Macau

 

Fotos da inauguração

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Horário:

A exposição estará patente ao público até ao dia 20 de dezembro. De segunda a sexta-feira, das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas.

 

Exposição Aqui e Agora - Texto dos curadores:

A exposição Aqui e Agora junta 25 artistas em celebração do 25.º aniversário da transferência de soberania de Macau para a China - um acontecimento que marcou um novo capítulo na rica e multifacetada história de Macau.
Em Aqui e Agora somos levados a uma introspeção profunda sobre a complexidade e a riqueza do património cultural de Macau, uma cidade que se distingue como um espaço singular de encontro entre as culturas portuguesa e chinesa. A interação dinâmica entre estas duas civilizações, ao longo de mais de quatro séculos, moldou uma identidade cultural única e híbrida, que se manifesta de forma vibrante nas obras apresentadas. Esta é uma exposição que procura fomentar um diálogo reflexivo entre os visitantes e as obras de arte, incentivando uma apreciação das nuances culturais que definem esta região única.
O título remete-nos à ideia de presença e de captura do momento atual. Nesta exposição, cada obra de arte funciona como um marco temporal, capturando e preservando as experiências, memórias e emoções dos artistas no contexto atual. Tal como um retrato do presente, estas obras fixam no tempo a evolução cultural de Macau, refletindo as transições e continuidades que definem a sua identidade. Este conceito sublinha a importância de reconhecer e valorizar os momentos significativos que moldam a nossa compreensão do passado e a nossa visão do futuro.
Macau, como ponto de encontro entre Oriente e Ocidente, tem desempenhado um papel crucial na promoção de um diálogo intercultural que enriquece não só as suas tradições locais, mas também o património global. Este diálogo é refletido na arte do território, que frequentemente incorpora elementos visuais, simbólicos e filosóficos de ambas as culturas, criando uma estética única, uma visão multifacetada, que desafia e enriquece o espectador. As obras apresentadas, explorando temas que vão desde a identidade cultural até às transformações urbanas e sociais, e onde se descobre pintura, escultura, instalação, fotografia e vídeo revelam um talento e uma sensibilidade que refletem tanto a continuidade quanto a transformação cultural num testemunho de contemporaneidade e herança cultural.

 

 

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Artistas de Macau expõem na galeria da UCCLA

Arranque do Festival de Poesia de Lisboa na UCCLA

Decorreu, no dia 18 de setembro, na UCCLA, a cerimónia de abertura do 9.º Festival de Poesia de Lisboa. Esta edição, subordinada ao tema 'Poesia é liberdade / A poética do combate', prestou homenagem à escritora Maria Do Rosário Pedreira.

De 18 a 22 de setembro, o Festival de Poesia de Lisboa andou pela cidade, com iniciativas na Fábrica Braço de Prata e Biblioteca de Alcântara - José Dias Coelho, com lançamentos, encontros, mesas-redondas, performances e tertúlias.

 

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UCCLA inaugura a exposição “Aqui e Agora” de artistas de Macau - ADIADA PARA 20 DE SETEMBRO

Por questões alheias à organização, a inauguração de “Aqui e Agora” - Exposição coletiva de artistas contemporâneos de Macau - no âmbito do 25.º aniversário do regresso da Região Administrativa Especial de Macau à China, numa organização conjunta da UCCLA e da Art For All Society (AFA) - prevista para o dia 12 de setembro, ficou adiada para o dia 20 de setembro, às 18h30.

Com curadoria de James Chu e José Drummond, a mostra reúne trabalhos de 25 artistas. Cada obra de arte funciona como um marco temporal, capturando e preservando as experiências, memórias e emoções dos artistas no contexto atual. Tal como um retrato do presente, estas obras fixam no tempo a evolução cultural de Macau, refletindo as transições e continuidades que definem a sua identidade.

A exposição conta com o patrocínio do Governo da Região Administrativa Especial de Macau e Fundo de Desenvolvimento da Cultura, e com a parceria institucional da Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP, da Câmara Municipal de Lisboa e do Observatório da China.

Horário:
A exposição estará patente ao público até ao dia 20 de dezembro. De segunda a sexta-feira, das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas.

 

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Aqui e Agora:

A exposição Aqui e Agora, patente na sala de exposições da UCCLA, organizada pela Art For All com apoio do Instituto Cultural de Macau, junta 25 artistas em celebração do 25.º aniversário da transferência de soberania de Macau para a China - um acontecimento que marcou um novo capítulo na rica e multifacetada história de Macau.

Em Aqui e Agora somos levados a uma introspeção profunda sobre a complexidade e a riqueza do património cultural de Macau, uma cidade que se distingue como um espaço singular de encontro entre as culturas portuguesa e chinesa. A interação dinâmica entre estas duas civilizações, ao longo de mais de quatro séculos, moldou uma identidade cultural única e híbrida, que se manifesta de forma vibrante nas obras apresentadas. Esta é uma exposição que procura fomentar um diálogo reflexivo entre os visitantes e as obras de arte, incentivando uma apreciação das nuances culturais que definem esta região única.

O título remete-nos à ideia de presença e de captura do momento atual. Nesta exposição, cada obra de arte funciona como um marco temporal, capturando e preservando as experiências, memórias e emoções dos artistas no contexto atual. Tal como um retrato do presente, estas obras fixam no tempo a evolução cultural de Macau, refletindo as transições e continuidades que definem a sua identidade. Este conceito sublinha a importância de reconhecer e valorizar os momentos significativos que moldam a nossa compreensão do passado e a nossa visão do futuro.

Macau, como ponto de encontro entre Oriente e Ocidente, tem desempenhado um papel crucial na promoção de um diálogo intercultural que enriquece não só as suas tradições locais, mas também o património global. Este diálogo é refletido na arte do território, que frequentemente incorpora elementos visuais, simbólicos e filosóficos de ambas as culturas, criando uma estética única, uma visão multifacetada, que desafia e enriquece o espectador. As obras apresentadas, explorando temas que vão desde a identidade cultural até às transformações urbanas e sociais, e onde se descobre pintura, escultura, instalação, fotografia e vídeo revelam um talento e uma sensibilidade que refletem tanto a continuidade quanto a transformação cultural num testemunho de contemporaneidade e herança cultural.


 

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UCCLA inaugura a exposição “Aqui e Agora” de artistas de Macau - ADIADA PARA 20 DE SETEMBRO

Exposição “Liberdade - Portugal, lugar de encontros”

No ano em que se assinalam os 50 anos do 25 de Abril, a UCCLA em parceria com o Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV) e a Embaixada de Cabo Verde em Portugal, inaugurou a exposição “Liberdade - Portugal, lugar de encontros” no dia 8 de fevereiro, na UCCLA, e no dia 15 de fevereiro, no CCCV.


Vídeo da inauguração da exposição na UCCLA

Vídeo da inauguração da exposição no CCCV

Fotografias das inaugurações

Fotografias da exposição na UCCLA

Fotografias da exposição no CCCV


A exposição:

Com curadoria de João Pinharanda, a exposição pretende dar voz à expressão artística propiciada pela conquista da Liberdade em Portugal. Com o 25 de Abril de 1974 e o fim da Guerra Colonial criaram-se condições para uma multiplicidade de encontros.

Na seleção curatorial de João Pinharanda são-nos apresentados 28 olhares artísticos contemporâneos, oriundos dos países que se expressam oficialmente em língua portuguesa. Estes artistas têm em comum o facto de terem tido ou ainda terem em Portugal um lugar de encontro e trabalho, que pode não ser central nem determinante no seu olhar, mas que não deixa de ser um laço, com a restante realidade artística. A manifesta pluralidade de perspetivas decorre não só da diversidade de origens geográficas e das vivências pessoais, que moldaram a respetiva sensibilidades e criatividade individual.

A mostra assume-se como uma exposição de cruzamentos e de encontros, daqueles que partiram e regressaram, dos que chegaram e ficaram, ou partiram de novo, ou nunca mais regressaram… Mas todos eles olharam para Portugal e registaram um encontro em imagens; ou olharam, a partir de Portugal, para os seus próprios mundos. Fizeram-no com Liberdade criativa e crítica, oferecendo-nos peças de um puzzle que outros artistas completarão e que nós próprios somos chamados a completar.

De destacar as múltiplas as técnicas utilizadas na produção das peças expostas, que incluem pintura, serigrafia, fotografia, escultura, azulejo e tapeçaria. 

As obras presentes permitem-nos viajar à descoberta de um mundo onírico e de criatividade onde se percecionam muitas das influências que inspiraram estes artistas e as respetivas gerações, com especial destaque para a expressão da liberdade e do espírito anticolonial, as influências espirituais ou religiosas, as influências culturais e literárias e as questões relacionadas à identidade. 


A entrada é livre.

 

Lista de artistas expostos:

Abraão Vicente
Alexandre Farto aka Vhils
Alfredo Cunha
Ana Marchand
Ângela Ferreira
António Ole
Carlos Noronha Feio
Cristina Ataíde
Emília Nadal
Eugénia Mussa
Fidel Évora
Francisco Vidal
Gonçalo Mabunda
Graça Morais
Graça Pereira Coutinho
Herberto Smith
Joana Vasconcelos
José de Guimarães
Keyezua
Manuel Botelho
Mário Macilau
Nú Barreto
Oleandro Pires Garcia
Pedro Chorão
Pedro Valdez Cardoso
René Tavares
Vasco Araújo
Yonamine


 

Moradas:

UCCLA - Avenida da Índia, n.º 110 - Lisboa
CCCV - Rua de São Bento, n.º 640 - Lisboa

 

Horários:

UCCLA - 8 de fevereiro a 10 de maio de 2024
Segunda a sexta-feira, das 10 às 13 e das 14 às 18 horas

CCCV - 15 de fevereiro a 10 de maio de 2024
Terça a quinta-feira, das 12 às 19 horas; sexta e sábado, das 13 às 20 horas
 


Ficha Técnica

 

Curador - João Pinharanda


Produção - Raquel Carvalho

 

Parceiros institucionais:

Câmara Municipal de Lisboa
Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril
Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP

 

Apoios:

Benogue 
Innovarisk / Hiscox seguros de arte
Quinta das Bágeiras


Media partner:

LUSA
RTP


Agradecimentos:

Atelier Joana Vasconcelos
Cristina Guerra Contemporary Art
Fundação Carmona e Costa
Galeria 111
Galeria 3+1 Arte Contemporânea
.insofar art gallery
MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia
Monitor
MOVART
Projecto Afroport - FCT, CEsA/ISEG - ULisboa
This Is Not a White Cube
Vhils Studio

 

 

 

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exposição “Liberdade - Portugal, lugar de encontros”

Lisboa acolheu a Assembleia Geral da UCCLA

O Pátio da Galé foi o palco escolhido, dia 27 de outubro, para acolher a 38.ª Assembleia Geral da UCCLA. Muitos assuntos estiveram em análise num evento que juntou 43 delegações de cidades e empresas associadas da UCCLA. O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas foi nomeado o novo presidente da Comissão Executiva da UCCLA, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, o novo presidente da Assembleia Geral da UCCLA, e o Secretário-geral da organização, Vitor Ramalho, foi reeleito para um novo mandato - decorrente da eleição dos novos Órgãos Sociais para o biénio 2022-2024.

 

Álbum fotográfico disponível aqui 
 

A mesa da Assembleia Geral foi presida pela cidade de Luanda, Angola, representada pelo Governador da Província de Luanda Manuel Gomes da Conceição Homem. Na sua intervenção apelou a que as cidades tirem benefício da proximidade com os cidadãos. Destacou que a língua portuguesa é a língua que une todos os presentes, enquanto elo das relações económicas, políticas e sociais, entre os povos. O governador afirmou que Luanda sente que a missão foi cumprida, augurando bom trabalho para a cidade de Maputo, que assumiu nesse dia a presidência da Assembleia Geral.

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O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, relembrou que foi em Lisboa que se geminou a ideia da UCCLA, com o então presidente, Nuno Krus Abecassis, e que esses primeiros passos serviram para aprofundar as causas que hoje unem as cidades através de várias ações desenvolvidas pela UCCLA. Agradecendo a prestação do trabalho do secretário-geral, Vítor Ramalho, pelo profissionalismo e pelo trabalho que tem vindo a desenvolver, Carlos Moedas manifestou um sentimento de família, de se sentir em casa aquando da visita aos países representados na ocasião, pela língua que Fernando Pessoa dizia ser a sua pátria. Uma língua do futuro. Reconhecendo a visão de Nuno Krus Abecassis enquanto uma visão pioneira, de aproximação dos países dos membros da união.

Na sua intervenção, o Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, começou por agradecer a presença das cidades e das empresas associadas, bem como dos colaboradores da UCCLA presentes. Vítor Ramalho enalteceu a partilha entre os povos falantes de língua portuguesa, a língua mais falada do hemisfério sul, sendo que todos os seus países fazem fronteira com o mar. Cabe à UCCLA presidir a essa pertença, num mundo globalizado, que sofreu os efeitos do confinamento e, mais recentemente, consequências económicas e sociais decorrentes do conflito na Ucrânia.

De seguida, o Secretário-Geral elencou as várias ações que a UCCLA tem vindo a desenvolver em situações de necessidade de resposta imediata, desde a erupção do vulcão na ilha do Fogo, em Cabo Verde, à ação dinamizada pela UCCLA no apoio a Cabo Delgado, em Moçambique, e o papel desta na reconstrução de edificado na cidade da Beira, em Moçambique.

Nesse mesmo sentido, fez menção aos projetos de cooperação que estão a decorrer, começando pelo projeto em curso na cidade de Díli, apelidado de “Parceria para o reforço da governação urbana, inclusão social e promoção do empreendedorismo em Díli, Timor-Leste”, o projeto na Ilha de Moçambique, alvo de prorrogação e financiamento do Instituto Camões, o “Cluster da Cooperação Portuguesa da Ilha de Moçambique”, o projeto “Solução Participada para Plásticos Marítimos”, bem como os projetos, em curso, na Guiné-Bissau. 

Para além dos projetos de cooperação, fez menção às atividades desenvolvidas na sede da UCCLA, em Lisboa, nomeadamente as exposições que seguem a ordem alfabética dos países de língua portuguesa ou de países com cidades membro da UCCLA, à produção de livros, com especial menção à publicação lançada no âmbito da pandemia, a outras atividades fora da sede, de caráter anual, nomeadamente o Mercado da Língua Portuguesa, o Prémio Literário UCCLA, entre outros.

Vítor Ramalho fez alusão à proposta de necessidade de formação e qualificação de jovens, ação que contará com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da Santa Casa da Misericórdia.

Da Ordem de Trabalhos constavam, entre outros, os seguintes pontos de análise: Relatório e Contas de 2021, Programa de Atividades de 2022, moções diversas, pedidos de adesão e de exoneração e eleição dos Órgãos Sociais para o biénio 2022-2024.

Foi aprovada a moção relativa aos condicionalismos e medidas restritivas da mobilidade decorrentes da pandemia da Covid-19 e em que a Assembleia deliberou “1 - Expressar o seu mais profundo pesar pelo desaparecimento de responsáveis de municípios das cidades associadas da UCCLA; 2 - Prestar um minuto de silêncio por essas vítimas”. Surgiu uma segunda moção, a redigir, de homenagem e pesar pelo falecimento do antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa e da UCCLA Jorge Sampaio e, ainda, um momento de pesar pelo falecimento de Adriano Moreira.

Foram aprovadas, por unanimidade, novas propostas de adesão (notícia disponível aqui):

- Angola: Icolo e Bengo, na qualidade de Membro Observador da UCCLA;
- Brasil: Fortaleza, na qualidade de Membro Associado da UCCLA;
- Portugal: Fundão, na qualidade de Membro Observador da UCCLA;
- Timor-Leste: Baucau, Ermera e Viqueque, na qualidade de Membros Observadores da UCCLA.
 

Foram aprovadas as seguintes exonerações, de Membros Apoiantes da UCCLA:
- Eurobic;
- Grupo Entreposto.
 

Constituição dos órgãos sociais da UCCLA para o biénio 2022-2024:

Comissão Executiva:
Presidente: Lisboa (Portugal/Europa) na pessoa do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas;
Vice-presidentes: Cascais (Portugal/Europa), na pessoa do presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras; Díli (Timor-Leste/Ásia), na pessoa da presidente da Autoridade Municipal de Díli, Guilhermina Ribeiro; Luanda (Angola/África) na pessoa a ocupar o cargo de presidente da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda - a aguardar nomeação; e a AULP - Associação das Universidades de Língua Portuguesa (Portugal/Europa), na pessoa do seu presidente, João Silva.

Mesa da Assembleia Geral:
Presidente - Maputo (Moçambique/África), na pessoa do presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche;
Vice-presidentes: Belém (Brasil/América do Sul), na pessoa do prefeito da prefeitura municipal de Belém, Edmilson Rodrigues; Praia (Cabo Verde/África), na pessoa do presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho;
Secretários: Água Grande (São Tomé e Príncipe/África) na pessoa do presidente da Câmara Distrital de Água Grande, José Maria da Fonseca; e Angra do Heroísmo (Portugal/Europa), na pessoa do presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, José Meneses.

Conselho Fiscal:
Presidente: AdP - Águas de Portugal Internacional (Portugal/Europa), na pessoa do seu vice-presidente, José Sardinha;
Vogais: Bissau (Guiné-Bissau/África), na pessoa do presidente da Câmara Municipal de Bissau, Fernando Mendes; e DIORAMA (Portugal/Europa), na pessoa do seu presidente, Joaquim Dias Amaro;
Suplentes: Ilha de Moçambique (Moçambique/África), na pessoa do presidente do Conselho Autárquico da Ilha de Moçambique, Ismail Chacufa; e Africonsult (Angola/África), na pessoa do seu presidente, Fernando Leal Machado. 
Secretário-geral: Vítor Ramalho.
 

A XXXVIX Assembleia Geral da UCCLA irá ter lugar em Fortaleza, no Brasil, em 2023, em data a indicar. A XXXX Assembleia Geral da UCCLA decorrerá em Olivença, Espanha, em 2024.
 

No decorrer da Assembleia Geral foi apresentada a Proposta de Delegação de Competências no âmbito do Projeto “Governação Urbana” em Díli, Timor-Leste. Sobre este mesmo projeto, foi assinado um Acordo de Parceria entre a UCCLA, a Autoridade Municipal de Díli e a Câmara Municipal de Lisboa que tem “como objeto regular a colaboração e a participação das partes na implementação do Projeto “Parceria para o reforço da governação urbana, inclusão social e promoção do empreendedorismo em Díli, Timor-Leste”, em resultado da candidatura ao programa EuropeAid/171273/DH/ACT/Multi, promovido pela União Europeia, representada pela Comissão Europeia”. De referir que este projeto tem “por finalidade promover o desenvolvimento urbano integrado, sustentável e inclusivo em Díli, pelo reforço da gestão e da prestação de serviços de mobilidade urbana acessíveis, empreendedorismo, emprego e planeamento urbano, em conformidade com os requisitos de modernização administrativa”.

Na ocasião foi, também, assinado um Memorando de Entendimento e Cooperação Institucional entre as cidades de Díli e Maputo, sob o patrocínio da UCCLA, enquanto associação intermunicipal para promoção e intercâmbio entre as cidades membro. O objetivo do documento é “fomentar a comunicação institucional e a partilha de experiências nos domínios da administração e gestão municipal; estimular o desenvolvimento de parcerias incluindo a sociedade civil e representações e organizações juvenis”. O memorando foi assinado pelo presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas da Conceição Comiche, e pela presidente da Autoridade Municipal de Díli, Guilhermina Filomena Ribeiro Saldanha.


A sessão de encerramento da Assembleia Geral da UCCLA contou com a intervenção do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, que afirmou ter como prioridades - para este mandato à frente da Comissão Executiva - a transição energética, o combate à pobreza e a defesa da mobilidade no mundo lusófono.

Para o autarca lisboeta, a UCCLA é “um projeto pioneiro na cooperação e convivência entre os nossos povos, do qual Lisboa tem orgulho de assumir a presidência rotativa”. Destacando o papel e a vontade do antigo presidente da Câmara de Lisboa Nuno Krus Abecassis, na criação da organização, Carlos Moedas afirmou que foi um “impulsionador do potencial da lusofonia, um verdadeiro humanista”, reforçando que a UCCLA “é uma união pioneira que une os nossos países”.

Carlos Moedas destacou, também, na sua intervenção a participação da Câmara de Lisboa, desde maio, em Díli, Timor-Leste, num “grande projeto de reforço da governação urbana, de inclusão social, do empreendedorismo, apoiado pela União Europeia”. Este projeto, apresentado pela UCCLA à União Europeia, que o financia, e que se denomina “Parceria para o Reforço da Governação Urbana, Inclusão Social e Promoção do Empreendedorismo”, tem um horizonte temporal de três anos.


Marcaram presença, no encerramento, todos os embaixadores dos países de língua portuguesa acreditados em Portugal, os representantes das missões destes países junto da CPLP, o presidente do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e o presidente da Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros.


Vídeo da Assembleia Geral da UCCLA, elaborado pela Câmara Municipal de Lisboa 
 

A Assembleia Geral contou com a representação das seguintes cidades e empresas/associações:

Cidades:
Angola - Belas, Cazenga e Luanda;
Brasil - Belém e Fortaleza;
Cabo Verde - Praia e Sal;
Espanha - Olivença;
Guiné-Bissau - Bissau, Bolama e Cacheu;
Moçambique - Beira, Chibuto, Ilha de Moçambique, Maputo, Nampula e Quelimane;
Portugal - Angra do Heroísmo, Braga, Cascais, Coimbra, Covilhã, Guimarães, Lisboa, Mértola, Oeiras e Porto;
Região Administrativa Especial de Macau
São Tomé e Príncipe - Água Grande e Santo António do Príncipe;
Timor-Leste - Díli.

Empresas e Associações:
ADP Internacional - Águas de Portugal;
Africonsult - Consultores de Engenharia, Lda;
AULP - Associação das Universidades de Língua Portuguesa;
BDO & Associados, Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda;
Diorama - Gestão e Participações;
EMEP - Empresa de Mobilidade e Estacionamento da Praia;
Fundação Inatel
Lusa - Agência de Notícias de Portugal, S.A.;
Observatório da China;
OET - Ordem dos Engenheiros Técnicos de Portugal;
SRS Advogados;
Visabeira Global.

No âmbito da XXXVIII Assembleia Geral da UCCLA decorreram diversas atividades extras que poderão ser visualizadas aqui.
 

De referir que antes da Assembleia Geral da UCCLA, no dia 27 de outubro, teve lugar a Comissão Executiva da UCCLA no edifício do BPI, na Praça do Município, e foi presidida pelo chefe da Delegação Económica e Comercial de Macau, Alexis Tam. Membros da Comissão Executiva presentes: Cascais, representada pelo presidente da autarquia Carlos Carreiras; e Praia, representada pelo presidente da autarquia Francisco Carvalho. Estiveram, também, presentes o Vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Filipe Anacoreta Correia, o secretário-geral da Câmara de Lisboa, Alberto Laplaine Guimarães, e o Secretário-geral da UCCLA, Vitor Ramalho.
 

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Inforpress - Portugal: Autarca de Lisboa acredita que UCCLA possa influenciar na implementação do Acordo sobre Mobilidade na CPLP

 

 

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Lisboa acolheu a Assembleia Geral da UCCLA

Visita do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa à UCCLA

Com vista ao conhecimento dos serviços da autarquia, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, visitou as instalações da UCCLA, dia 9 de dezembro, juntamente com o Secretário-geral da instituição, Vitor Ramalho, e do Secretário-geral da edilidade, Alberto Laplaine Guimarães.

Na visita pode, ainda, conhecer os colaboradores que integram a UCCLA - fundada pelo então presidente da autarquia lisboeta, Nuno Krus Abecasis, em 1985 e que conta com mais de 36 anos de atividade - e ficar a par de alguns dos projetos que estão em curso atualmente.

 

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Visita do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa à UCCLA

Educação para o Desenvolvimento “Metas 2015: Responsabilidade Social”

Tudo começou em 2006, com a campanha do PNUD “Nós Podemos!” - sim, bem antes do conhecido slogan “yes, we can!”.

Entrevista à Revista Negócios Portugal

O Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, concedeu uma entrevista à Revista Negócios Portugal, publicada no dia 30 de novembro de 2013.

Entrevista do Secretário-Geral da UCCLA à RDP África

O Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, concedeu uma entrevista à RDP África, conduzida pela jornalista Paula Borges, transmitida no dia 11 de setembro. Nesta entrevista, Vitor Ramalho deu a conhecer a iniciativa que a UCCLA pretende levar a cabo em 2014, de homenagem aos Estudantes da Casa do Império, dos projetos em curso e dos projetos futuros.

Entrevista ao Secretário-Geral da UCCLA

O Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, concedeu uma entrevista à RDP África, conduzida pela jornalista Paula Borges, transmitida no dia 11 de setembro.

Nesta entrevista, Vitor Ramalho deu a conhecer a iniciativa que a UCCLA pretende levar a cabo em 2014, de homenagem aos Estudantes da Casa do Império, dos projetos em curso e dos projetos futuros.

Para 2014, o Secretário-Geral pretende levar a efeito um colóquio com os antigos alunos da Casa dos Estudantes do Império (CEI), enumerando os muitos nomes que por lá passaram e que merecem esse reconhecimento, na luta pela autodeterminação e pela luta comum em prol da independência. Para tal, está a ser feito um levantamento exaustivo de todas as personalidades envolvidas e apelou a que todos os que passaram pela CEI possam se dirigir à UCCLA e ao seu Secretário-Geral - uma vez que está pensada a criação de um livro de memórias.

Vitor Ramalho enalteceu o papel da CEI, pela sua marca deixada em tantas áreas, como na literatura, cultura, política, etc, pela sua singularidade e dimensão.

O Secretário-Geral falou da UCCLA e dos seus 28 anos de existência, um “impulso” do então presidente da Câmara de Lisboa, Nuno Krus Abecasis (um “homem de visão” como referiu), assim como os projetos que desenvolveu e iniciativas para o futuro. Dos trabalhos desenvolvidos pela UCCLA, salientou: recuperação do Palácio, Liceu e Escola de Timor Leste; trabalho desenvolvido na área do urbanismo, educação, saúde e dengue na cidade da Praia (Cabo Verde); saneamento em São Tomé e Príncipe; projeto Praia/Bissau (de abastecimento de água, esgotos e resíduos sólidos); formação de 200 apicultores na Guiné-Bissau, com instrumentos reais para a qualidade de vida das pessoas e dando incentivo empresarial e a criação de uma marca de mel; nas diferentes candidaturas apresentadas à União Europeia. Projetos de cooperação com as cidades UCCLA.

Vitor Ramalho falou, ainda, do encontro realizado em Madrid, com a UCCI (União das Cidades Capitais Ibero-Americanas) onde destacou o papel da língua portuguesa e castelhana, como as 6.ª e 5.ª línguas mais faladas do mundo.



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Entrevista ao Secretário-Geral da UCCLA