
A cidade de São Tomé, capital do distrito de Água Grande e da província de São Tomé, é capital de São Tomé e Príncipe, sem interrupção, desde 1852. A cidade foi fundada em 22 de abril de 1534, tendo sido porto de escala obrigatório do comércio das Índias. No século XVI, a ilha tornou-se o principal produtor e exportador africano de cana-de-açúcar, ao mesmo tempo que servia de entreposto para o tráfico de escravos. A concorrência da produção brasileira de cana acabaria por levar ao declínio desta atividade. A economia acabou por recuperar, no início do século XIX, com a introdução da cultura do cacau. O ciclo do cacau e do café deu origem à criação das roças (estruturas agrícolas destinadas a acolher as plantações, com caraterísticas únicas, que hoje fazem parte dos pontos a visitar em São Tomé). Em 1913, o arquipélago tornava-se num dos grandes produtores mundiais de cacau. A atividade pesqueira é um dos principais motores da economia do país, embora haja também uma forte aposta no turismo, nomeadamente no ecoturismo, como fator de desenvolvimento. A recente descoberta de jazidas de petróleo em águas territoriais veio abrir novas, embora ainda incertas, perspetivas para o futuro. O diversificado património arquitetónico de São Tomé está bem conservado, mantendo-se os traços coloniais, em particular na marginal que abraça a Baía de Ana Chaves, como é exemplo o Forte de São Sebastião, construído em 1575. A cidade de São Tomé, inserida numa zona de grande beleza natural e paisagística, é a sede do poder político, administrativo e judicial. É, ainda, o principal porto do país, concentrando as exportações de cacau e banana.